sábado, 16 de janeiro de 2010

Nômade

Era um dia normal, amanheceu com um climinha úmido e fresco. As malas foram “amarrotadas” no carro, e antes que os passageiros entrassem havia aquela fila de despedida, de palavras de sucesso, e felicitações. Sem querer olhar pra trás lá estava eu, acostumada com essa triste rotina, e ao mesmo tempo apreensiva pra chegar ao lugar de destino o mais rápido possível, por pior que ele fosse (risos). Além de nunca ter sido boa em despedidas, considero-me a pior viajante do universo. A pior parte pra mim, acima de tudo é a viagem... “Aquele intervalo longo entre o de: e o para:”
Lembro de um “chacoalho” no início, e nada mais. Acordei naquela típica “parada de posto” com uma exclamação bem comum, - Ei, Andressa! Respondo de uma forma bem simpática, Q é dessa vez pai? – Olha aqueles bichos!!! Eram cabelos extremamente encaracolados, com aquela cor de “parafina” umas roupas atípicas, bem típica deles, uns braceletes no braço e por aí vai. Sentados embaixo de uma árvore. É, sim, aquela árvore que nós pretendíamos parar pra almoçar. Mudança de planos! rs Compramos o guaraná na churrascaria ao lado e por alguns segundos sem destino prosseguimos, até avistarmos um pouco mais á frente um campo, com variadas sombras ao redor. Estedemos o “banquete” no capô do carro, e começamos a nos deliciar. Não precisou de muito tempo, avisto aquelas 4 crianças em suas respectivas bicicletas, a mãe e o pai. O interessante de se observar era a “trouxinha” em cada bicicleta, creio q ali estava tudo o que eles precisavam pra sobreviver, e não era muito grande viu? Mas bem prático e organizado. Naquele exato momento minha análise brisática entrou em ação, meu olhar estava fixo em cada movimento e expressão deles. Os dois menores começaram a pedalar no campo como se há tempos não tivessem a oportunidade de aproveitar sua bike, sendo que isso era o meio de transporte deles. Pra mim foi meio contraditório aquela alegria toda, mas interessante de se vê. O pai com a menina maior foi logo estendendo seu acampamento em uma sombra, enquanto a mãe começou andar adentro da estradinha, creio q estava averiguando o local. Eu desprendi um pouco a atenção com o meu delicioso prato e meu guaraná, mas não demorou muito para que eles “nossos novos companheiros de viagem” se aproximassem. Veio caminhando a mãe e o menininho com o cabelo liso e comprido, a aparência dos dois era bem bonita, pele clara bem corada, olhos claros e cabelos castanhos. Vinham em nossa direção com um tubo redondo coberto de pulseirinhas. A mãe se aproxima e fala, “e aí chegados tudo bem? A gente também ta viajando, paramos ali no posto pra discolar uma comida, até comemos um pouquinho, mas a tia lá ficou regulando, ainda tamo brocados, vocês não tem um pouco pra compartilhar com a gente?”. Minha mãe fez uma cara, ela não costuma ser muito solidária e meu pai meio crítico e desconfiado, ficaram lá estáticos, em quanto eu e minha irmã desesperadamente começamos a induzi-los a dá tudo, começamos a fechar as marmitas e prontamente entregamos até mesmo o guaraná que havíamos comprado. Sabe o que me cativou? A simplicidade deles, o sorriso do menininho até hoje fica em minha mente, um sorriso sincero e cativante que eu nunca tinha presenciado até aquele momento, não digo o de gratidão não, to falando o que ele tinha no rosto antes mesmo de termos lhes concedido algo. Era simpatia nata e transparente, que contagiava. Falamos que a comida era vegetariana, ela prontamente afirmou não ter problemas, pois eles eram bem naturais, e levavam a vida assim viajando, comiam de tudo. Depois do discurso de gratidão levaram para compartilhar com os outros. Continuei ali alguns instantes, focada em cada movimento deles. PARA! Agora mudou tudo. Esse simples acontecimento no meio da viagem mudou todo o meu conceito, meus sentimentos e toda a forma como eu vinha agindo até ali. Foi uma lição de vida pra mim. Comecei a pensar em como era a vida deles, e confesso que até tive inveja em certos pontos. Não em como era a vida deles de viajantes, mas em como eles davam valor a tudo, mesmo não tendo nada. Nada na minha concepção, mas naquele momento compreendi em como eles tinham tudo de fato. E eu também tinha, só nunca tinha parado pra pensar. Eu não conseguiria descrever ake tudo que se passou em minha cabeça depois de contemplar aquela cena, mas só sei dizer que foi algo que mudou a minha forma de agir em “viagens”. Não somente na viagem no sentido prático, mas naquele que vivencio a cada dia. Essa viagem ake a qual somos todos velhos viajantes, talvez até cansados. A viagem em que muitas vezes perdemos o foco do destino, de tanto pensar nele, e não pararmos pra pensar em como estamos agindo no decorrer dela. Terminamos de comer, entramos no carro e voltamos a estrada, dando aquela bunizada aos nossos “parceiros de viagem” que iam ficando. A partir dali a minha viagem começou! Comecei a participar das conversas da família dentro do carro, comecei a contemplar os lugares que passava, comecei a me divertir, rir, e curtir o percurso de uma forma que nunca tinha curtido antes. Em um determinado momento meu pai para o carro, desce e diz, quer levar o carro Andressa??? Nunca teria tido a oportunidade de ser a “pilota daquela viagem” se estivesse dormindo, como todas ás vezes. “O percurso daquela tradicional rotina pra mim, foi um percurso diferente!”

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ano novo , vida nova...



Cada vez que se finda um ano , estamos todos nós pensativos , fazendo promessas de mudanças, projetos, sentimentos e torcendo para que aquele proximo ano que chega, seja melhor do que o que se passou.

São promessas sinceras , coisas que realmente sabemos que temos que mudar , projetos que temos que terminar ou finalmente começar, sentimentos que temos que enterrar e outros que temos que permitir... Infelizmente nem sempre querer é poder... se não todos nós seriamos felizes e teriamos tudo oque queremos.. Ou não ne?? rs

Mas , nesse caso, acredito de coração, de que se realmente quisermos e lutarmos por isso , o ano novo pode ser realmente muito melhor do que o que se passou!

Nesse final de ano eu confesso que já tinha o meu 2010 todo planejado, mês por mês, eu ja tinha decidido o que eu queria fazer , o que eu desejava q acontecesse...

E quem me conhece sabe que eu sempre quero mais , eu sempre espero o melhor de tudo , não me contento com pouco , e sou positiva demais pra aceitar que as coisas podem não dar certo.

Mas... Como sempre a vida me surpriende cada vez mais.

Acabaram acontecendo coisas que me fizeram mudar total meus planos, sonhei mais alto , e não importanto o por que ou o resultado , eu sei q vai dar certo.. e sei que muita coisa ainda pode mudar.. Vão aparecer novas pessoas , novas oportunidades, terei novos planos.. mas o mais importante é que sempre vai melhorar...

Por enquanto , nesse ano novo, vou vivendo um dia de cada vez... aceitando as surpresas e lutando por elas...

Que todo mundo tenha um 2010 PERFEITO... Sonhem alto , façam por onde q os sonhos se realizem... Acredite em vc.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Pra variar...mais brisas...


Depois de tantos dias, e até meses que prometi que ia escrever algo para ser postado, eis me aqui...sem um pingo de inspiração, mas tendo de cumprir o combinado, afinal de contas o blog tem que continuar, é a minha vez, e aqui estou... ok?!sobre o que escrever então?! Paro pra pensar, e não vem nada, então vou brisar com vocês o que andei brisando sozinha. Entra na brisa aê!rs

É mais um ano que se inicia, e como em todos os outros paro pra pensar no ano que se foi... um ano completamente desregrado, de aventuras, loucuras, muitaaaa diversão, e com um pingo de responsabilidade brotando apenas no ultimo semestre!rs..Esse ano foi um dos melhores com certeza, mas suas conseqüências podem ter o tornado um dos piores também. A vida desregrada é ótima, cheia de acasos completamente divertidos, perfeita pra quem odeia rotina como eu, mas essa ociosidade toda termina sempre na insignificância do eu, e no quanto a vida não faz sentido. O tédio que abre espaço para um resgate no telhado, um ensaio de velório, e no escorregar as escadas com colchão consegue abrir espaço também, depois de toda a agitação e adrenalina, para um tédio ainda mais profundo, regado de indignação e mesmice. Como momentos que você ri de doer a barriga pode ser seguido de um vazio tão grande?! Essa foi a pergunta que me fiz algumas vezes nesse ano que se findou, e a resposta? Estava na minha frente o tempo todo!

Nada faz sentido sem a presença de Deus. Enquanto eu não convidar Deus pra fazer parte da minha vida, e deixar Ele tomar conta de mim, tudo acaba em vazio, em nada! Por isso, mais uma vez Entreguei o meu caminho nas Suas mãos, e eu sei que tudo vai dar certo!
Nesse ano que já começou, te desejo tudo de melhor que se possa ter, mas que acima de tudo você possa deixar Deus guiar a sua vida, porque tu pode ter certeza, que não tem ninguém melhor pra tomar conta dela!rs
Feliz 2010!
by Jéca