O porquê de as coisas acontecerem “na hora certa”, quando ainda estamos vivendo “o minuto errado” nós não entendemos. Mas chega o dia em que você encontra o quebra-cabeça montado e se deslumbra! Só aí você percebe que aquelas peças em branco foram essenciais pra perfeição da arte. Nada como sentir as coisas fazerem mais sentido, até mesmo as mais insignificantes. Eu vejo pipas no céu, que no meu espaço instantâneo sobressaem em grandeza a quantidade de estrelas. O sorriso incontido deixa o mar como um mero coadjuvante do meu bem-estar. E cada ponto de interrogação parece tão menos interrogativo. Simplesmente sinto como se nesse momento eu tivesse respostas pra tudo. Eu fico pasma com essa necessidade de ter “ ...”, e principalmente de ser tão única pra esse “alguém”. Eu não vejo mais só o que me convém. E as coisas mais abomináveis são tão aceitáveis. De fato as coisas não são como antes. Mas essa reciprocidade me fascina, esse carinho que me cativa, e esse sentimento maluco me domina. O pior de tudo é essa falta irritante, ser uma presença tão constante. Coisas que em situações adversas me fariam agir de outra forma, me surpreendem em sua generalidade. Ditas ao Leo, jogadas ao vento, palavras e contextos que tentam descrever esse meu momento. Porque nunca foi tão fácil rir sem motivo...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Meu décimo oitavo ano...

Dizem que a vida possui varios recomeços, e que todos eles dependem simplismente do decidir. Um desses são os dias de aniversário, onde pra variar se reavalia tudo, se para pra pensar em cada momento vivido, cada descoberta pra saber onde eu errei, onde eu acertei e pra aperfeiçoar tudo isso no proximo ano…e foi ai que parei pra pensar que…
…foi nesse ano que eu ri, mas ri muito, de doer a barriga. Foi nesse ano que eu virei ogra, desvirei, virei de novo, fiz um compromisso com o ogro, desfiz, parei de ser ogra, voltei, e quando tva voltando de vez…descobri q o ogro era um otário e cansei de brincar. Foi nesse ano que voltei a ser criança, e descobri que não é porque o envolvimento é com uma criança que isso nao vai te acrescentar. Foi nesse ano que eu descobri novas brisas, e descobri que nem todas as viagens são tão boas, ou valem a pena. Descobri que não é porque se viveu muito tempo com alguem e não deu certo que ele necessariamente nao pode ser seu amigo. Foi nesse ano que aprendi o que é ansiedade, e todo o efeito crazy que ela te causa. Foi nesse ano que descobri a confusão, e que talvez ser louco não é tão ruim assim…foi nesse ano que eu descobri que não da pra brincar com fogo, porque por mais improvavel que seja se queimar, isso pode acontecer. Foi nesse ano que eu descobri as melhores amigas do mundo, e descobri que não importa o quão diferentes todas sejam, de alguma forma tudo se completa. Descobri que não é porque são seus pais q não podem ser seus amigos. E descobri que não é porque te aceitam na igreja deles que te querem com seus filhos. Foi nesse ano que descobri que nem todo motel significa sexo, e nem toda brisa.. drogas. Foi nesse ano que eu descobri que no fim das contas todo problema começa na ausencia de Deus na nossa vida, e que só depende de nós mudar isso. Foi nesse ano que descobri q ser diferente nem sempre é ruim. E que beber coca talvez nao seja tão bom assim. Foi nesse ano que eu descobri que tudo tem sua primeira vez, e que o fato de nunca ter traido nao significa q vc nao possa fazer parte de uma traiçao. Foi nesse ano que eu descobri que o defeito de enjuar das pessoas pode não ser tão defeito assim. E que não é porque você não da o valor devido pra algumas pessoas que elas fazem o mesmo com você. Foi nesse ano que eu redescobri o orgulho, e descobri que por mais protegida que sua frieza pode te deixar talvez esteja na hora de se arriscar. Foi nesse ano que descobri que namoro pode se tornar algo bem distante, e que pra quem curtia tanto, nunca foi tão bom tê-lo longe. Foi nesse ano que aprendi que nem todo trabalho ou estudo é ruim. E que todo aprendizado acrescenta algo. Foi nesse ano que eu descobri o quanto a vida é curta, e o quanto depende de mim fazer dela uma coisa boa ou nao. Descobri que existem muitas pessoas ai fora que precisam de mim, e que um dia serei cobrada por todas elas. Descobri que cuidar de alguem pode ser beeeem estressante, mas q não existe nada melhor do que ver o sorriso estampando na cara da irmã no fim do dia. Descobri que as pequenas coisas fazem muita diferença, e pra mulher algumas tem que ser muito beeeeem feitas.E descobri que hipoglós alem de servir pra assadura serve pra olheira. Descobri quem nem sempre um passeio de moto a três acaba bem. E que por mais distante que as pessoas possam estar, algumas lembranças as tornam mais presentes que elas mesmas. Descobri que nem tudo que é bom agora vai continuar sendo bom no futuro. E que tudo se mantem em constante mutaçao… Descobri que o fato de você ter uma amiga chata em relaçao a cama só faz com que a cama dela seja a mais gostosa, e se torne um perfeito pula pula.
Descobri que nem toda festa é feliz, e nem todo enterro é triste. E que não é porque o beijo não é bom que a pegada seja ruim e vice-versa. Descobri que as coisas mudam, que as pessoas evoluem, e que o ruim pode se tornar bom quando menos se espera. Descobri que o futuro esta mais perto do que se imagina, e que o presente se torna passado rapido demais. Descobri que não é tudo o que te dizem que é verdade, e que existem pessoas que vão tentar te enganar o tempo todo. Descobri que nem todo fofo é de todo bom, e nem todo grosso é de todo ruim. Descobri que o proibido é mais gostoso, e quando deixa de ser proibido pode perder a graça. Descobri que não importa o quanto se tenha um objetivo, eu quero sempre mais. Descobri que comer não é bom, é MUITOOOOO bom. Descobri que algumas coisas podem parecer completamente insignicantes pra alguns, mas que podem ser essenciais pra outros. Descobri que cada um tem seu jeito de ser, e a melhor maneira de se conviver com isso é ser paciente. Descobri que nem todo mundo que se diz seu amigo de fato é, e que muitas vezes quem você menos esperava esta ali pra voce nos seus momentos mais dificeis. Descobri que a vergonha se tornar um sentimento de lar. Descobri que por mais impossiveis que possam parecer, alguns sentimentos simplismente nascem, e outros simplismente vão embora.
Descobri milhões de coisas, milhoes de sentimentos, milhoes de desejos, milhoes de tudo… mas eu sei que apartir de hoje, nesse meu 19 aniversario milhoes de dercobertas virao, e eu espero que esse ano possa ser tao bom quanto o anterior, e que eu possa descobrir principalmente o eu que eu fui, o eu que eu sou e mais ainda o eu que eu quero me tornar.
…foi nesse ano que eu ri, mas ri muito, de doer a barriga. Foi nesse ano que eu virei ogra, desvirei, virei de novo, fiz um compromisso com o ogro, desfiz, parei de ser ogra, voltei, e quando tva voltando de vez…descobri q o ogro era um otário e cansei de brincar. Foi nesse ano que voltei a ser criança, e descobri que não é porque o envolvimento é com uma criança que isso nao vai te acrescentar. Foi nesse ano que eu descobri novas brisas, e descobri que nem todas as viagens são tão boas, ou valem a pena. Descobri que não é porque se viveu muito tempo com alguem e não deu certo que ele necessariamente nao pode ser seu amigo. Foi nesse ano que aprendi o que é ansiedade, e todo o efeito crazy que ela te causa. Foi nesse ano que descobri a confusão, e que talvez ser louco não é tão ruim assim…foi nesse ano que eu descobri que não da pra brincar com fogo, porque por mais improvavel que seja se queimar, isso pode acontecer. Foi nesse ano que eu descobri as melhores amigas do mundo, e descobri que não importa o quão diferentes todas sejam, de alguma forma tudo se completa. Descobri que não é porque são seus pais q não podem ser seus amigos. E descobri que não é porque te aceitam na igreja deles que te querem com seus filhos. Foi nesse ano que descobri que nem todo motel significa sexo, e nem toda brisa.. drogas. Foi nesse ano que eu descobri que no fim das contas todo problema começa na ausencia de Deus na nossa vida, e que só depende de nós mudar isso. Foi nesse ano que descobri q ser diferente nem sempre é ruim. E que beber coca talvez nao seja tão bom assim. Foi nesse ano que eu descobri que tudo tem sua primeira vez, e que o fato de nunca ter traido nao significa q vc nao possa fazer parte de uma traiçao. Foi nesse ano que eu descobri que o defeito de enjuar das pessoas pode não ser tão defeito assim. E que não é porque você não da o valor devido pra algumas pessoas que elas fazem o mesmo com você. Foi nesse ano que eu redescobri o orgulho, e descobri que por mais protegida que sua frieza pode te deixar talvez esteja na hora de se arriscar. Foi nesse ano que descobri que namoro pode se tornar algo bem distante, e que pra quem curtia tanto, nunca foi tão bom tê-lo longe. Foi nesse ano que aprendi que nem todo trabalho ou estudo é ruim. E que todo aprendizado acrescenta algo. Foi nesse ano que eu descobri o quanto a vida é curta, e o quanto depende de mim fazer dela uma coisa boa ou nao. Descobri que existem muitas pessoas ai fora que precisam de mim, e que um dia serei cobrada por todas elas. Descobri que cuidar de alguem pode ser beeeem estressante, mas q não existe nada melhor do que ver o sorriso estampando na cara da irmã no fim do dia. Descobri que as pequenas coisas fazem muita diferença, e pra mulher algumas tem que ser muito beeeeem feitas.E descobri que hipoglós alem de servir pra assadura serve pra olheira. Descobri quem nem sempre um passeio de moto a três acaba bem. E que por mais distante que as pessoas possam estar, algumas lembranças as tornam mais presentes que elas mesmas. Descobri que nem tudo que é bom agora vai continuar sendo bom no futuro. E que tudo se mantem em constante mutaçao… Descobri que o fato de você ter uma amiga chata em relaçao a cama só faz com que a cama dela seja a mais gostosa, e se torne um perfeito pula pula.
Descobri que nem toda festa é feliz, e nem todo enterro é triste. E que não é porque o beijo não é bom que a pegada seja ruim e vice-versa. Descobri que as coisas mudam, que as pessoas evoluem, e que o ruim pode se tornar bom quando menos se espera. Descobri que o futuro esta mais perto do que se imagina, e que o presente se torna passado rapido demais. Descobri que não é tudo o que te dizem que é verdade, e que existem pessoas que vão tentar te enganar o tempo todo. Descobri que nem todo fofo é de todo bom, e nem todo grosso é de todo ruim. Descobri que o proibido é mais gostoso, e quando deixa de ser proibido pode perder a graça. Descobri que não importa o quanto se tenha um objetivo, eu quero sempre mais. Descobri que comer não é bom, é MUITOOOOO bom. Descobri que algumas coisas podem parecer completamente insignicantes pra alguns, mas que podem ser essenciais pra outros. Descobri que cada um tem seu jeito de ser, e a melhor maneira de se conviver com isso é ser paciente. Descobri que nem todo mundo que se diz seu amigo de fato é, e que muitas vezes quem você menos esperava esta ali pra voce nos seus momentos mais dificeis. Descobri que a vergonha se tornar um sentimento de lar. Descobri que por mais impossiveis que possam parecer, alguns sentimentos simplismente nascem, e outros simplismente vão embora.
Descobri milhões de coisas, milhoes de sentimentos, milhoes de desejos, milhoes de tudo… mas eu sei que apartir de hoje, nesse meu 19 aniversario milhoes de dercobertas virao, e eu espero que esse ano possa ser tao bom quanto o anterior, e que eu possa descobrir principalmente o eu que eu fui, o eu que eu sou e mais ainda o eu que eu quero me tornar.
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Jéca
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O amor do meu ponto de vista
Tive uma vizinha que discutia com o namorado umas cinco vezes por semana.Eu ouvia tudo.Não por opção: morava no apartameto acima. Aquilo era amor ao choro e à reconciliação.Mas não um ao outro.
Dificil saber oque é amor. Mais fácil saber o que não é.
Um ex namorado citou Guimarães Rosa : Amor é "descanso na loucura".
Com ele vivi mais a loucura do que o descanso, mas oaprendizado tem que começar por algum ponto. A vizinha devia estar nesse estágio tambem. Com o tempo vi que ele tinha razão. O ex namorao, não o vizinho.
Amor é mesmo aquela sensação de voltar pra casa.
Adormecer lado a lado é a grande prova. No da seguinte, acordar e sentir que está levando alguem com vc. Descobrir um sorriso ridiculo no canto da boca. Pronto,encaixou. Feito pedacinhos de Lego: diferentes , mas vindas do mesmo mundo.
Lego é gostoso.Quebra-cabeça não.
Amor não é desejo:é feito de.
Amor é feito de amor, mas não só.
Amor não tem razão. Ninguem ama pelas qualidades do outro, nem apesar do seus defeitos.
Ama pq o outro, é o outro e pronto.
Amor é pacote completo.
Vc sabe que é amor qndo se descobre cumplice. Quando tema coragem de se mostrar. E de se ver.O outro é um espelho. Vai encarar?
Vc sabe que é amor qndo se entrega. Mas é melhor guardar algo para si mesmo. Amor não pode ser só para o outro.
Amor é o exercicio do não ter. Amar e não ter nda em troca.
Pq se é amor, não é em troca.
Amor não serve para nda, não garante nda. Como as boas coisas da vida.
Amor é presença e é falta. uma ñ vive sem a outra.
Amor é liberdade. Gostoso , é saber que o outro, com tantas opções, escolheu vc mais uma vez. o que fazer para que amanha ele faça a mesma escolha?
Mantenha-se distraido.
Amor é feito de hoje. Da arte de não fazer tudo sempre igual. Da construção. Como revestir parede com aquelas pastilhas bem pequenininhas. No amor , é preciso colocar uma por uma. Sem pressa de ver pronto.
Para mim , é esse o sentido de amar como se não houvesse amanha. Menos voraz do que sugere.
Mas posso estar errada. Sou amadora. Amei paredes inteiras. Quanto mais aprendo, menos sei.
Gosto é o aprender.
Uma convicção: amor é delicadeza.
Eu sempre quis falar isso pra vizinha. Tomara que ela leia o blog.
Dificil saber oque é amor. Mais fácil saber o que não é.
Um ex namorado citou Guimarães Rosa : Amor é "descanso na loucura".
Com ele vivi mais a loucura do que o descanso, mas oaprendizado tem que começar por algum ponto. A vizinha devia estar nesse estágio tambem. Com o tempo vi que ele tinha razão. O ex namorao, não o vizinho.
Amor é mesmo aquela sensação de voltar pra casa.
Adormecer lado a lado é a grande prova. No da seguinte, acordar e sentir que está levando alguem com vc. Descobrir um sorriso ridiculo no canto da boca. Pronto,encaixou. Feito pedacinhos de Lego: diferentes , mas vindas do mesmo mundo.
Lego é gostoso.Quebra-cabeça não.
Amor não é desejo:é feito de.
Amor é feito de amor, mas não só.
Amor não tem razão. Ninguem ama pelas qualidades do outro, nem apesar do seus defeitos.
Ama pq o outro, é o outro e pronto.
Amor é pacote completo.
Vc sabe que é amor qndo se descobre cumplice. Quando tema coragem de se mostrar. E de se ver.O outro é um espelho. Vai encarar?
Vc sabe que é amor qndo se entrega. Mas é melhor guardar algo para si mesmo. Amor não pode ser só para o outro.
Amor é o exercicio do não ter. Amar e não ter nda em troca.
Pq se é amor, não é em troca.
Amor não serve para nda, não garante nda. Como as boas coisas da vida.
Amor é presença e é falta. uma ñ vive sem a outra.
Amor é liberdade. Gostoso , é saber que o outro, com tantas opções, escolheu vc mais uma vez. o que fazer para que amanha ele faça a mesma escolha?
Mantenha-se distraido.
Amor é feito de hoje. Da arte de não fazer tudo sempre igual. Da construção. Como revestir parede com aquelas pastilhas bem pequenininhas. No amor , é preciso colocar uma por uma. Sem pressa de ver pronto.
Para mim , é esse o sentido de amar como se não houvesse amanha. Menos voraz do que sugere.
Mas posso estar errada. Sou amadora. Amei paredes inteiras. Quanto mais aprendo, menos sei.
Gosto é o aprender.
Uma convicção: amor é delicadeza.
Eu sempre quis falar isso pra vizinha. Tomara que ela leia o blog.
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Gi
sábado, 16 de janeiro de 2010
Nômade
Era um dia normal, amanheceu com um climinha úmido e fresco. As malas foram “amarrotadas” no carro, e antes que os passageiros entrassem havia aquela fila de despedida, de palavras de sucesso, e felicitações. Sem querer olhar pra trás lá estava eu, acostumada com essa triste rotina, e ao mesmo tempo apreensiva pra chegar ao lugar de destino o mais rápido possível, por pior que ele fosse (risos). Além de nunca ter sido boa em despedidas, considero-me a pior viajante do universo. A pior parte pra mim, acima de tudo é a viagem... “Aquele intervalo longo entre o de: e o para:”
Lembro de um “chacoalho” no início, e nada mais. Acordei naquela típica “parada de posto” com uma exclamação bem comum, - Ei, Andressa! Respondo de uma forma bem simpática, Q é dessa vez pai? – Olha aqueles bichos!!! Eram cabelos extremamente encaracolados, com aquela cor de “parafina” umas roupas atípicas, bem típica deles, uns braceletes no braço e por aí vai. Sentados embaixo de uma árvore. É, sim, aquela árvore que nós pretendíamos parar pra almoçar. Mudança de planos! rs Compramos o guaraná na churrascaria ao lado e por alguns segundos sem destino prosseguimos, até avistarmos um pouco mais á frente um campo, com variadas sombras ao redor. Estedemos o “banquete” no capô do carro, e começamos a nos deliciar. Não precisou de muito tempo, avisto aquelas 4 crianças em suas respectivas bicicletas, a mãe e o pai. O interessante de se observar era a “trouxinha” em cada bicicleta, creio q ali estava tudo o que eles precisavam pra sobreviver, e não era muito grande viu? Mas bem prático e organizado. Naquele exato momento minha análise brisática entrou em ação, meu olhar estava fixo em cada movimento e expressão deles. Os dois menores começaram a pedalar no campo como se há tempos não tivessem a oportunidade de aproveitar sua bike, sendo que isso era o meio de transporte deles. Pra mim foi meio contraditório aquela alegria toda, mas interessante de se vê. O pai com a menina maior foi logo estendendo seu acampamento em uma sombra, enquanto a mãe começou andar adentro da estradinha, creio q estava averiguando o local. Eu desprendi um pouco a atenção com o meu delicioso prato e meu guaraná, mas não demorou muito para que eles “nossos novos companheiros de viagem” se aproximassem. Veio caminhando a mãe e o menininho com o cabelo liso e comprido, a aparência dos dois era bem bonita, pele clara bem corada, olhos claros e cabelos castanhos. Vinham em nossa direção com um tubo redondo coberto de pulseirinhas. A mãe se aproxima e fala, “e aí chegados tudo bem? A gente também ta viajando, paramos ali no posto pra discolar uma comida, até comemos um pouquinho, mas a tia lá ficou regulando, ainda tamo brocados, vocês não tem um pouco pra compartilhar com a gente?”. Minha mãe fez uma cara, ela não costuma ser muito solidária e meu pai meio crítico e desconfiado, ficaram lá estáticos, em quanto eu e minha irmã desesperadamente começamos a induzi-los a dá tudo, começamos a fechar as marmitas e prontamente entregamos até mesmo o guaraná que havíamos comprado. Sabe o que me cativou? A simplicidade deles, o sorriso do menininho até hoje fica em minha mente, um sorriso sincero e cativante que eu nunca tinha presenciado até aquele momento, não digo o de gratidão não, to falando o que ele tinha no rosto antes mesmo de termos lhes concedido algo. Era simpatia nata e transparente, que contagiava. Falamos que a comida era vegetariana, ela prontamente afirmou não ter problemas, pois eles eram bem naturais, e levavam a vida assim viajando, comiam de tudo. Depois do discurso de gratidão levaram para compartilhar com os outros. Continuei ali alguns instantes, focada em cada movimento deles. PARA! Agora mudou tudo. Esse simples acontecimento no meio da viagem mudou todo o meu conceito, meus sentimentos e toda a forma como eu vinha agindo até ali. Foi uma lição de vida pra mim. Comecei a pensar em como era a vida deles, e confesso que até tive inveja em certos pontos. Não em como era a vida deles de viajantes, mas em como eles davam valor a tudo, mesmo não tendo nada. Nada na minha concepção, mas naquele momento compreendi em como eles tinham tudo de fato. E eu também tinha, só nunca tinha parado pra pensar. Eu não conseguiria descrever ake tudo que se passou em minha cabeça depois de contemplar aquela cena, mas só sei dizer que foi algo que mudou a minha forma de agir em “viagens”. Não somente na viagem no sentido prático, mas naquele que vivencio a cada dia. Essa viagem ake a qual somos todos velhos viajantes, talvez até cansados. A viagem em que muitas vezes perdemos o foco do destino, de tanto pensar nele, e não pararmos pra pensar em como estamos agindo no decorrer dela. Terminamos de comer, entramos no carro e voltamos a estrada, dando aquela bunizada aos nossos “parceiros de viagem” que iam ficando. A partir dali a minha viagem começou! Comecei a participar das conversas da família dentro do carro, comecei a contemplar os lugares que passava, comecei a me divertir, rir, e curtir o percurso de uma forma que nunca tinha curtido antes. Em um determinado momento meu pai para o carro, desce e diz, quer levar o carro Andressa??? Nunca teria tido a oportunidade de ser a “pilota daquela viagem” se estivesse dormindo, como todas ás vezes. “O percurso daquela tradicional rotina pra mim, foi um percurso diferente!”
Lembro de um “chacoalho” no início, e nada mais. Acordei naquela típica “parada de posto” com uma exclamação bem comum, - Ei, Andressa! Respondo de uma forma bem simpática, Q é dessa vez pai? – Olha aqueles bichos!!! Eram cabelos extremamente encaracolados, com aquela cor de “parafina” umas roupas atípicas, bem típica deles, uns braceletes no braço e por aí vai. Sentados embaixo de uma árvore. É, sim, aquela árvore que nós pretendíamos parar pra almoçar. Mudança de planos! rs Compramos o guaraná na churrascaria ao lado e por alguns segundos sem destino prosseguimos, até avistarmos um pouco mais á frente um campo, com variadas sombras ao redor. Estedemos o “banquete” no capô do carro, e começamos a nos deliciar. Não precisou de muito tempo, avisto aquelas 4 crianças em suas respectivas bicicletas, a mãe e o pai. O interessante de se observar era a “trouxinha” em cada bicicleta, creio q ali estava tudo o que eles precisavam pra sobreviver, e não era muito grande viu? Mas bem prático e organizado. Naquele exato momento minha análise brisática entrou em ação, meu olhar estava fixo em cada movimento e expressão deles. Os dois menores começaram a pedalar no campo como se há tempos não tivessem a oportunidade de aproveitar sua bike, sendo que isso era o meio de transporte deles. Pra mim foi meio contraditório aquela alegria toda, mas interessante de se vê. O pai com a menina maior foi logo estendendo seu acampamento em uma sombra, enquanto a mãe começou andar adentro da estradinha, creio q estava averiguando o local. Eu desprendi um pouco a atenção com o meu delicioso prato e meu guaraná, mas não demorou muito para que eles “nossos novos companheiros de viagem” se aproximassem. Veio caminhando a mãe e o menininho com o cabelo liso e comprido, a aparência dos dois era bem bonita, pele clara bem corada, olhos claros e cabelos castanhos. Vinham em nossa direção com um tubo redondo coberto de pulseirinhas. A mãe se aproxima e fala, “e aí chegados tudo bem? A gente também ta viajando, paramos ali no posto pra discolar uma comida, até comemos um pouquinho, mas a tia lá ficou regulando, ainda tamo brocados, vocês não tem um pouco pra compartilhar com a gente?”. Minha mãe fez uma cara, ela não costuma ser muito solidária e meu pai meio crítico e desconfiado, ficaram lá estáticos, em quanto eu e minha irmã desesperadamente começamos a induzi-los a dá tudo, começamos a fechar as marmitas e prontamente entregamos até mesmo o guaraná que havíamos comprado. Sabe o que me cativou? A simplicidade deles, o sorriso do menininho até hoje fica em minha mente, um sorriso sincero e cativante que eu nunca tinha presenciado até aquele momento, não digo o de gratidão não, to falando o que ele tinha no rosto antes mesmo de termos lhes concedido algo. Era simpatia nata e transparente, que contagiava. Falamos que a comida era vegetariana, ela prontamente afirmou não ter problemas, pois eles eram bem naturais, e levavam a vida assim viajando, comiam de tudo. Depois do discurso de gratidão levaram para compartilhar com os outros. Continuei ali alguns instantes, focada em cada movimento deles. PARA! Agora mudou tudo. Esse simples acontecimento no meio da viagem mudou todo o meu conceito, meus sentimentos e toda a forma como eu vinha agindo até ali. Foi uma lição de vida pra mim. Comecei a pensar em como era a vida deles, e confesso que até tive inveja em certos pontos. Não em como era a vida deles de viajantes, mas em como eles davam valor a tudo, mesmo não tendo nada. Nada na minha concepção, mas naquele momento compreendi em como eles tinham tudo de fato. E eu também tinha, só nunca tinha parado pra pensar. Eu não conseguiria descrever ake tudo que se passou em minha cabeça depois de contemplar aquela cena, mas só sei dizer que foi algo que mudou a minha forma de agir em “viagens”. Não somente na viagem no sentido prático, mas naquele que vivencio a cada dia. Essa viagem ake a qual somos todos velhos viajantes, talvez até cansados. A viagem em que muitas vezes perdemos o foco do destino, de tanto pensar nele, e não pararmos pra pensar em como estamos agindo no decorrer dela. Terminamos de comer, entramos no carro e voltamos a estrada, dando aquela bunizada aos nossos “parceiros de viagem” que iam ficando. A partir dali a minha viagem começou! Comecei a participar das conversas da família dentro do carro, comecei a contemplar os lugares que passava, comecei a me divertir, rir, e curtir o percurso de uma forma que nunca tinha curtido antes. Em um determinado momento meu pai para o carro, desce e diz, quer levar o carro Andressa??? Nunca teria tido a oportunidade de ser a “pilota daquela viagem” se estivesse dormindo, como todas ás vezes. “O percurso daquela tradicional rotina pra mim, foi um percurso diferente!”
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Ano novo , vida nova...

Cada vez que se finda um ano , estamos todos nós pensativos , fazendo promessas de mudanças, projetos, sentimentos e torcendo para que aquele proximo ano que chega, seja melhor do que o que se passou.
São promessas sinceras , coisas que realmente sabemos que temos que mudar , projetos que temos que terminar ou finalmente começar, sentimentos que temos que enterrar e outros que temos que permitir... Infelizmente nem sempre querer é poder... se não todos nós seriamos felizes e teriamos tudo oque queremos.. Ou não ne?? rs
Mas , nesse caso, acredito de coração, de que se realmente quisermos e lutarmos por isso , o ano novo pode ser realmente muito melhor do que o que se passou!
Nesse final de ano eu confesso que já tinha o meu 2010 todo planejado, mês por mês, eu ja tinha decidido o que eu queria fazer , o que eu desejava q acontecesse...
E quem me conhece sabe que eu sempre quero mais , eu sempre espero o melhor de tudo , não me contento com pouco , e sou positiva demais pra aceitar que as coisas podem não dar certo.
Mas... Como sempre a vida me surpriende cada vez mais.
Acabaram acontecendo coisas que me fizeram mudar total meus planos, sonhei mais alto , e não importanto o por que ou o resultado , eu sei q vai dar certo.. e sei que muita coisa ainda pode mudar.. Vão aparecer novas pessoas , novas oportunidades, terei novos planos.. mas o mais importante é que sempre vai melhorar...
Por enquanto , nesse ano novo, vou vivendo um dia de cada vez... aceitando as surpresas e lutando por elas...
Que todo mundo tenha um 2010 PERFEITO... Sonhem alto , façam por onde q os sonhos se realizem... Acredite em vc.
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Gi
domingo, 3 de janeiro de 2010
Pra variar...mais brisas...

Depois de tantos dias, e até meses que prometi que ia escrever algo para ser postado, eis me aqui...sem um pingo de inspiração, mas tendo de cumprir o combinado, afinal de contas o blog tem que continuar, é a minha vez, e aqui estou... ok?!sobre o que escrever então?! Paro pra pensar, e não vem nada, então vou brisar com vocês o que andei brisando sozinha. Entra na brisa aê!rs
É mais um ano que se inicia, e como em todos os outros paro pra pensar no ano que se foi... um ano completamente desregrado, de aventuras, loucuras, muitaaaa diversão, e com um pingo de responsabilidade brotando apenas no ultimo semestre!rs..Esse ano foi um dos melhores com certeza, mas suas conseqüências podem ter o tornado um dos piores também. A vida desregrada é ótima, cheia de acasos completamente divertidos, perfeita pra quem odeia rotina como eu, mas essa ociosidade toda termina sempre na insignificância do eu, e no quanto a vida não faz sentido. O tédio que abre espaço para um resgate no telhado, um ensaio de velório, e no escorregar as escadas com colchão consegue abrir espaço também, depois de toda a agitação e adrenalina, para um tédio ainda mais profundo, regado de indignação e mesmice. Como momentos que você ri de doer a barriga pode ser seguido de um vazio tão grande?! Essa foi a pergunta que me fiz algumas vezes nesse ano que se findou, e a resposta? Estava na minha frente o tempo todo!
Nada faz sentido sem a presença de Deus. Enquanto eu não convidar Deus pra fazer parte da minha vida, e deixar Ele tomar conta de mim, tudo acaba em vazio, em nada! Por isso, mais uma vez Entreguei o meu caminho nas Suas mãos, e eu sei que tudo vai dar certo!
Nesse ano que já começou, te desejo tudo de melhor que se possa ter, mas que acima de tudo você possa deixar Deus guiar a sua vida, porque tu pode ter certeza, que não tem ninguém melhor pra tomar conta dela!rs
Feliz 2010!
by Jéca
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